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Cinquentões com cara e jeito de trintões!

Os cinquentões não são mais os mesmos. Cada vez mais dispostos, arrojados, saudáveis, modernos, sempre prontos a recomeçar relacionamentos, trabalhos e estudos, eles estão cada vez mais parecidos com o perfil de pessoas na faixa dos 30 anos. Os tempos mudaram. Esqueça aquela cinquentona que usava cabelo curto porque a sociedade acha mais coerente para sua idade, que tinha um guarda-roupa somente com roupas tradicionais, com muito bege. Da mesma forma, esqueça aquele cinqüentão formal, com camisa de manga comprida por dentro da calça, sapatos de couro em qualquer situação. Cinquentões, hoje em dia, misturam-se facilmente a quarentões e trintões em bares, shoppings, restaurantes, shows, festas – e, com muita frequência, é difícil até de identificar, entre eles, quem é o cinquentão. Não se trata apenas de visual, jeito de se vestir ou local que frequentam. É uma questão de mentalidade e vitalidade, que mudou muito nas últimas décadas.

Os cinquentões de hoje, como eu mesma, pertencem a uma geração que foi criada com um sistema educacional bem mais rígido, com mais disciplina e regras. E, certamente, isso tudo nos ajudou muito em determinado momento no sentido de conquistarmos o que temos hoje e para a nossa visão de mundo, pois os nossos pais, sem saberem, nos direcionaram para uma autoliderança. Tudo por acaso porque naquele tempo ainda não existia nada parecido com o processo de coaching que desenvolvemos nos dias de hoje. Isso nos tornou uma geração de pessoas mais independentes, capaz de tomarem mais iniciativas no sentido de buscarem mais o que desejam no caminho pessoal e também profissional.

Por outro lado, durante sua adolescência, os cinquentões de hoje enxergavam uma pessoa de 50 anos com alguém “velho”. Pessoas acima de 40 anos já eram reconhecidas como idosas. Mas o tempo passou e muita coisa mudou e, com isso, vivemos tempos muito mais modernos, com novas tecnologias, novas formas de se viver e novos procedimentos. Um resultado dessa mudança é que a atual geração de cinquentões está muito mais jovem, ativa, ousada e agitada do que víamos há algumas décadas. Sem dúvida, houve uma evolução física, mental e espiritual porque, no passado, corpo, mente e espírito de um cinquentão eram mais envelhecidos.

Basta ver como os cinquentões se vestem hoje, como fazem atividade física regularmente nas academias e parques, estudam, iniciam faculdades e cursos, viajam com frequência, fazem planos para o futuro. Há dados oficiais que mostram que, cada vez mais, pessoas com 50 anos entram na universidade – em 2017, por exemplo, segundo o Censo da Educação Superior, eles somaram 73 mil estudantes.

Um dia desses assisti um vídeo bem bacana da atriz global Cláudia Raia, que tem 52 anos, e faz uma análise interessante desse “fenômeno”. Ela conta, por exemplo, que o seu ginecologista lhe afirmou que não consegue lhe avaliar seguindo apenas os procedimentos e critérios que aprendeu em seu curso de Medicina. “Hoje, uma mulher de 52 anos é a antiga mulher de 30 e isso não tem escrito ainda nos livros”, confessou ele para a atriz. No caso das mulheres de 50, particularmente, ela lembra que os estereótipos estão por toda parte, passando pelas roupas, pelo comprimento do cabelo e por uma porção de formatos ultrapassados inventados ninguém sabe por quem. Em alguns casos, segundo ela, as cinquentonas estão com sua autoestima em baixa e acabam cedendo a essas pressões e comportando-se “como uma mulher da sua idade”. O resultado é óbvio: tornam-se pessoas infelizes em suas relações e também no seu ambiente profissional. As pessoas precisam saber buscar a sua felicidade, independente do que pensam os outros.

Não faltam boas histórias sobre essa nova realidade. Uma reportagem recente da Revista Veja, por exemplo, mostrou como seis ex-executivos trocaram suas carreiras bem-sucedidas por outro estilo de vida. Substituíram o carro no dia a dia por caminhadas pela cidade. Deixaram seus escritórios formais e passaram a compartilhar coworkings descolados. Chamados de “cinquentões repaginados” pela reportagem, eles têm em comum a vontade de continuar, de recomeçar, de criar, de desafiar os padrões que utilizaram por décadas.

Entendo, portanto, que essa geração atual de cinquentões está aí com muita energia, disposição, garra e foco para desafiar-se diariamente em diversas atividades, inclusive profissionais. Muitos profissionais com idade próxima aos 50 anos, por exemplo, resolvem investir e partir para o empreendedorismo numa idade que, antigamente, as pessoas só pensavam em se aposentar.

A criação do McDonald’s, embora bem antiga, é um retrato do que acontece nos dias hoje. Muito bem explorada no filme “Fome de Poder” (“The Founder”), de 2017, a história mostra como o veterano Ray Kroc, com mais de 50 anos, se apoderou da ideia dos irmãos Richard e Maurice McDonald, que inventaram o conceito do fast food no fim dos anos 30. Interpretado brilhantemente por Michael Keaton, Kroc, apesar da idade, tinha “fome de poder”, muita iniciativa e boas ideias. Embora seja eticamente discutível a maneira como Kroc tornou-se, oficialmente, o fundador do McDonalds, a verdade é que a rede de hambúrgueres nunca seria o que é hoje sem ele.

Vivemos tempos em que cinquentões como esse estão por todo lado. Procurando emprego, trocando de emprego, dirigindo grandes negócios, lançando-se corajosamente ao empreendedorismo, tendo ideias inovadoras.

Falo por experiência própria e vejo que os adolescentes olham para alguém com 50 anos hoje em dia e tem uma visão completamente diferente daquela que nós tínhamos no nosso tempo. Eles vêem uma pessoa que, mesmo aos 50, se veste como eles, é jovem de espírito, jovem nas atividades que pratica no cotidiano. Os cinquentões estão contribuindo para uma verdadeira mudança em nossa sociedade e, definitivamente, não são mais vistos como idosos.

O fato é: quem um dia, dessa geração atualmente de cinquentões, poderia imaginar que chegaria à essa idade com tanta vitalidade, tanta disposição, tantos recomeços e tantos fins? Há 20 ou 30 anos nós tínhamos medo de envelhecer e chegar aos 50, enquanto hoje nós queremos é viver. A vida realmente começa aos 40 e estar com 50 é um complemento dessa nova fase da vida, que se refaz, que muda, que se transforma, que movimenta e que faz a gente buscar o nosso verdadeiro eu. Faz a gente buscar ser mais feliz. Hoje, os cinquentões tem corpo e mente para isso, o que nos deixa sempre pronto para recomeçar e acreditar no novo.

Parafraseando os cinquentões da banda Legião Urbana, que marcou tanto a nossa juventude, “que os cinquentões de hoje tenham o seu próprio tempo, e não mais o tempo de antigamente, e que somos e continuamos a ser tão jovens…”



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